Aurora
Eu não dormi bem.
Talvez fosse a cama enorme, macia demais para alguém acostumada a colchões simples. Talvez fosse o silêncio exagerado da mansão. Ou talvez fosse a simples consciência de que, em poucas horas, eu teria que encarar a família Montenegro.
A família do homem com quem eu tinha concordado em me casar.
Um estranho.
Levantei cedo, mesmo sem precisar. A luz da manhã entrava pelas janelas gigantes do quarto, iluminando o espaço com um brilho suave que tornava tudo ainda mais surre