AuroraO carro parou em frente à minha antiga casa.Por alguns segundos, eu não consegui sair.Fiquei olhando pela janela, encarando a fachada simples, as paredes que precisavam de pintura, o portão levemente torto que meu pai sempre dizia que ia consertar… mas nunca consertou.Tudo estava exatamente como antes.E, ao mesmo tempo, completamente diferente.— Aurora.A voz de Dante me trouxe de volta.— Nós não temos o dia inteiro.Respirei fundo.— Eu sei.Mas ainda assim não me movi.Porque naquele momento, sair daquele carro parecia mais difícil do que entrar na mansão dele tinha sido.Ali dentro estava a minha vida.A vida que eu estava deixando para trás.Abri a porta finalmente.O ar parecia diferente ali.Mais quente.Mais real.Caminhei até o portão e o empurrei, ouvindo o rangido familiar.Dante veio logo atrás, em silêncio.Observei a casa por mais alguns segundos antes de abrir a porta.Quando entrei, o cheiro me atingiu imediatamente.Café.Remédios.E algo que sempre me lem
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