MAYA Os últimos dias foram um borrão de adrenalina, exaustão e uma felicidade tão intensa que, às vezes, eu sentia medo de que fosse apenas um sonho lúcido. Entre as idas ao consultório do Dr. Almeida — onde cada imagem granulada dos meus dois pequenos milagres parecia uma obra de arte — e a rotina exaustiva da faculdade, eu mal tive tempo para respirar. Eu já estava na semana de provas finais de Pedagogia, e o peso da responsabilidade parecia ter dobrado, literalmente. Hoje era a prova decisiva. Eu estava uma pilha de nervos, sentindo meu estômago dar voltas que eu já não sabia se eram pela ansiedade acadêmica ou pelos ocupantes cada vez mais presentes do meu ventre. Minha barriga ainda não era óbvia para o mundo, mas para mim, cada vez que eu passava a mão sobre o tecido da calça, sentia aquela sutil curvatura, um segredo doce que eu ainda não estava pronta para compartilhar com o resto do campus. Para todos ali, eu era apenas a estudante; para mim, eu era o universo inteiro de doi
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