MAYAO elevador se abriu silenciosamente na cobertura e, por um instante, o peso do dia pareceu ficar lá embaixo, no saguão. Cruzei o hall de entrada sentindo o toque frio do mármore sob meus pés, um contraste absoluto com a ansiedade que ainda borbulhava no meu peito. Fui recebida por Sônia, a governanta, que guardava os últimos utensílios na cozinha impecável.— Boa noite, Dona Maya. O jantar já está pronto e devidamente aquecido. Como avisei ao Sr. Arthur mais cedo, vou precisar sair quinze minutos antes hoje para resolver um imprevisto pessoal. A senhora se importa?— De forma alguma, Sônia. Pode ir tranquila. Eu cuido de tudo por aqui — respondi, e um sorriso involuntário começou a surgir.Era o que eu precisava. O universo, depois de me mandar delegados, assinaturas falsas e vilãs italianas, estava me dando uma brecha. Assim que a porta de serviço se fechou, deixei minha bolsa no sofá e comecei minha missão. Eu não queria ser a "vítima da Valente Corp" esta noite; eu queria ser
Ler mais