MAYA
A luz da manhã costuma entrar pela vidraça da cobertura como um convite à vida, mas hoje, ela parecia um holofote sobre um crime que eu não cometi. Eu não preguei o olho depois que aquela notificação brilhou na escuridão. Fiquei horas apenas observando o peito de Arthur subir e descer, sentindo o calor do seu corpo e desejando que o tempo parasse ali, naquele pequeno universo de lençóis de seda e promessas sussurradas.
Mas o mundo lá fora não tem misericórdia.
O celular na minha mão vibrav