O silêncio dentro da casa de Clara era sufocante.Pesado.Irreversível.A frase ainda ecoava no ar:“Vocês precisam decidir de que lado estão.”Helena sentiu o coração acelerar.Mas não desviou o olhar.— Isso não é uma escolha — disse ela, firme.Clara arqueou levemente a sobrancelha.— Não?— Não.Helena deu um passo à frente.Mesmo com o corpo ainda fraco.— Porque a gente não faz parte disso.O silêncio caiu.— E nunca vai fazer.O olhar de Clara ficou mais frio.— Vocês já fazem.O ar ficou pesado.— Desde o momento em que você sobreviveu — disse ela, olhando para Helena.Um arrepio percorreu o corpo dela.— E desde o momento em que você começou a lembrar — completou, agora olhando para Lorenzo.O clima ficou mais tenso.Lorenzo respirou fundo.— Então deixa eu facilitar.Ele deu um passo à frente.O olhar firme.— Eu não estou do seu lado.O silêncio foi imediato.Clara não demonstrou surpresa.— Nem do meu pai — continuou ele.O peso daquelas palavras caiu forte.— Eu estou do
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