O galpão estava em silêncio.Mas não era mais o mesmo silêncio de antes.Não era apenas a ausência de som — era algo mais denso, mais sufocante. Um silêncio carregado de verdades que não podiam mais ser ignoradas. O tipo de silêncio que vinha depois que tudo mudava… e não havia mais volta.A luz fraca pendurada no teto balançava levemente, projetando sombras instáveis nas paredes de concreto. O cheiro de poeira e metal parecia mais forte agora, como se o próprio lugar sentisse o peso do que estava acontecendo.Dante estava imobilizado.Preso.Sem saída.Ainda assim… ele sorria.Não era um sorriso de desespero.Era confiança.Uma confiança fria, calculada — perigosa.— Vocês já sabem demais — disse ele, a voz baixa, mas firme.Lorenzo não respondeu.Ele estava parado, a poucos metros de distância, o olhar fixo… mas distante ao mesmo tempo. Como se estivesse ali e em outro lugar. Como se cada peça daquele quebra-cabeça finalmente estivesse se encaixando — mesmo que ele não quisesse ver
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