O silêncio dentro da casa de Clara era sufocante.
Pesado.
Irreversível.
A frase ainda ecoava no ar:
“Vocês precisam decidir de que lado estão.”
Helena sentiu o coração acelerar.
Mas não desviou o olhar.
— Isso não é uma escolha — disse ela, firme.
Clara arqueou levemente a sobrancelha.
— Não?
— Não.
Helena deu um passo à frente.
Mesmo com o corpo ainda fraco.
— Porque a gente não faz parte disso.
O silêncio caiu.
— E nunca vai fazer.
O olhar de Clara ficou mais frio.
— Vocês já fazem.
O ar fico