8. EDER
Fiquei sentado no sofá, pensativo, e em meio a tanta angústia, recebi a notícia de que havia uma esperança de vida. Cecília, a mulher que me colocou no mundo e que me abandonou ainda bebê nos braços do meu pai, está viva, mas respirando por aparelhos. Uma mulher contra quem jurei vingança desde o momento em que soube do que ela fez. O tempo passou, e eu me tornei independente. Mandei investigar toda a vida da Cecília, por onde andava e o que fazia, porque a minha vingança tinha pressa. E Cecília estava mais perto do que eu imaginava: ela havia voltado para sua terra natal, San Francisco. Engoli o meu orgulho e fui ao seu encontro porque Cecília precisava pagar por todo o meu abandono. Mas, no meu primeiro encontro com ela, Cecília se encontrava debilitada após um acidente. Já não podia haver vingança, porque, à minha frente, eu via uma mulher pagando caro por todas as suas escolhas do passado. Lembro-me como se fosse hoje, porque as lembranças ainda estão vivas, e eu nunca esqueci
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