— Cuidado com o tom. A voz de Sebastian saiu baixa. Baixa demais. Henry ergueu uma sobrancelha, como se não estivesse acostumado a ser corrigido. — Fiz apenas uma observação. Sebastian guardou o celular no bolso devagar. — Então escolha melhor a próxima. Minha mão continuava presa à de Lily, e senti os dedinhos dela apertarem os meus com mais força. — Sebastian… — a mãe dele chamou, num tom elegante, controlado. — Vamos almoçar — ele disse, sem tirar os olhos do pai. Ninguém discutiu. Na sala de jantar, tentei ficar de pé, próxima à cadeira de Lily, mas Sebastian percebeu antes mesmo que eu abrisse a boca. — Sente-se. Olhei para ele. — Sebastian… — Aqui. Ele puxou a cadeira ao lado de Lily. Lily bateu a mãozinha no assento, animada. — Fica comigo. E pronto. Sentei. No mesmo instante, senti o olhar de Henry sobre mim. Não foi discreto. Não foi curioso. Foi uma inspeção silenciosa, fria, como se ele estivesse medindo o vestido, a cadeira, a proximidade com Lily e o a
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