Sebastian não perdeu tempo.Segurou minha cintura e me trouxe para perto, impossivelmente perto, mas ainda atento a cada reação minha. A venda apagava o mundo, mas não apagava Sebastian.Ele continuava inteiro ali.Na respiração baixa, no corpo tenso, na forma como ele parecia lutar contra o próprio impulso só para não me assustar.Sem pressa, começou a entrar devagar, cada centímetro preenchendo um espaço dentro de mim que eu nem sabia que existia. A dor veio rápida, aguda, me fazendo prender a respiração. Mas ele ficou parado ali, imóvel, esperando.A respiração dele continuava calma contra a minha pele, lenta e constante, como se quisesse me lembrar que eu não estava sozinha naquele escuro. Segurou meu rosto com as duas mãos, como se precisasse me trazer de volta para ele antes de qualquer outra coisa. — Respira comigo — sussurrou, a voz rouca, baixa, segura.Eu fechei os olhos, e me agarrei a Sebastian com força, cravando as unhas nas costas dele enquanto a dor queimava fundo.—
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