Não olhei para trás, nem pensei direito, foi só o som dos passos se aproximando da porta e, antes que qualquer coisa se organizasse dentro de mim, eu já estava me afastando, rápido demais, como se o próprio corpo tivesse entendido primeiro que ficar ali mais um segundo seria um erro.Saí assim mesmo, sem hesitar, sem entender, só… saí.O corredor passou borrado, as escadas vieram logo depois e eu subi sem contar os degraus, sem controlar o ritmo, sentindo o coração batendo alto demais, descompassado, como se tivesse ficado lá dentro e estivesse tentando me alcançar.Só parei quando a porta do quarto se fechou atrás de mim.O clique foi baixo, quase insignificante, mas dentro de mim não foi.Encostei na madeira por um instante, fechando os olhos como se isso fosse suficiente para silenciar o que ainda vibrava por baixo da pele, mas não era. Passei a mão pelo rosto, puxando o ar fundo, e ele não vinha inteiro, travava no meio, falhava, voltava curto, como se respirar tivesse ficado difí
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