Saí do escritório com o coração batendo na garganta e a sensação de que Sebastian ainda estava atrás de mim, mesmo quando a porta já tinha ficado para trás. O corredor parecia longo demais, silencioso demais, e cada passo que eu dava carregava a raiva, o choque e uma coisa pior, uma coisa que eu não queria admitir nem para mim. Ele tinha me vigiado. Tinha olhado para a minha porta pela câmera como se a casa, a filha, o corredor e talvez até eu fossem parte de alguma coisa que ele precisava controlar para continuar respirando. Quando cheguei ao quarto de Lily, precisei parar antes de entrar. Respirei fundo uma vez, depois outra. Ela não tinha culpa de nada. Não tinha culpa do desenho, do apego, do pai impossível, da forma como aquela casa parecia apertar por dentro quando Sebastian decidia ocupar todos os espaços. Abri a porta devagar e encontrei Lily sentada na cama com o coelho de pelúcia no colo, ainda pálida, mas melhor. Seus olhos vieram direto para mim. — Você demorou. Tentei s
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