MarceloSábado, e o carro deslizava por São Paulo, a noite lá fora tão viva quanto meu peito. Renata, ao meu lado, no vestido azul que abraçava cada curva, trazia as rosas na memória — as dela, as de Lara, o ursinho que fez a menina dançar. Queria que ela soubesse que era tudo ou nada. Parei o carro e abri o porta-luvas, pegando a caixinha de veludo que comprei hoje, o coração acelerado.— Renata — comecei, a voz rouca. — Quero que você brilhe esta noite. — Abri a caixinha, mostrando a pulseira de diamantes, delicada, mas com um brilho que dançava na luz. — É para você.Ela arregalou os olhos, a mão na boca.— Marcelo, isso… não posso. É demais.— É exatamente para você — insisti, segurando o olhar dela. — Por favor. Me deixa te ver com ela. — Ela hesitou, os olhos brilhando, e estendeu o pulso. Prendi a pulseira, meus dedos roçando a pele quente, e o ar ficou denso. — Perfeita — murmurei, e ela sorriu, tímida, mas com um calor que me puxava.Chegamos ao Grand Hyatt, a gala da Fundação
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