Marcelo
Saí da casa de Renata com o coração disparado, o sol da manhã refletindo no para-brisa enquanto dirigia pelas ruas serenas do bairro tranquilo. A voz dela ainda ressoava — “Preciso de tempo” — com um tom que misturava cautela e algo que eu queria crer ser esperança.
Eu tinha colocado tudo em jogo: meu medo de não ser o que ela precisava, minha vontade de tentar, a festa beneficente de sábado às 19h. Será que ela iria? Ou escolheria o Rio, levando Lara e me deixando com um vazio que eu n