O hospital particular em Upper East Side parecia uma fortaleza discreta naquela manhã de março. Janelas espelhadas refletiam o céu cinzento, segurança privada nos corredores, nenhum nome no prédio. Dante estava no quarto 1204, cama hospitalar elevada, soro intravenoso no braço direito, curativos frescos na mão esquerda mutilada e no rosto. O olho esquerdo ainda inchado, mas já abrindo um pouco mais. Costelas fraturadas enfaixadas, respiração rasa, mas estável. Ele acordava por períodos curtos, falava pouco, dormia muito — sedação controlada para o corpo se recuperar.Isabella não saía do lado dele. Dormia na poltrona reclinável ao lado da cama, acordava a cada barulho, tocava a mão boa dele como se precisasse confirmar que ele ainda respirava. Sofia ficava durante o dia, trazendo comida caseira (sopa de feijão que ela insistia que “cura tudo”), contando histórias antigas dos filhos para distrair Isabella do silêncio opressivo.Alexander aparecia duas vezes por dia — manhã cedo e fim d
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