A luz do amanhecer entrava pelas janelas altas do loft de Dante, cortando o chão de concreto polido em faixas douradas e frias. Isabella acordou primeiro, o corpo dolorido de uma forma boa — músculos protestando contra o excesso de prazer da noite anterior, pele marcada por mordidas, chupões e impressões digitais que ainda ardiam levemente ao toque. Ela estava deitada de lado, nua sob o lençol preto de algodão egípcio, o braço dele pesado sobre a cintura dela, respiração quente e ritmada contra a nuca.Por um momento, ficou imóvel, só sentindo. O cheiro dele — couro, suor seco, sexo, um resto de uísque — impregnado na pele e nos lençóis. O calor do corpo grande colado ao dela. O peso reconfortante do braço que a prendia sem sufocar. Era familiar e ao mesmo tempo novo: a primeira vez que dormiam juntos depois de tudo — depois do silêncio, da demissão, da reconstrução solitária, da saudade que quase a matara.Ela virou devagar, com cuidado para não acordá-lo. Dante dormia profundamente,
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