Entre Irmãos Proibidos O Ceo e o Mafioso
Entre Irmãos Proibidos O Ceo e o Mafioso
Por: Thais de Souza Costa Amorim
Capítulo 1

Isabella Cruz ajustou o colarinho da blusa branca impecável, sentindo o tecido sedoso roçar contra sua pele morena. Aos 28 anos, ela havia aprendido que, no mundo corporativo impiedoso de Nova York, a aparência era uma arma tão afiada quanto a inteligência. Seus cabelos negros ondulados estavam presos em um coque elegante, e os saltos altos ecoavam pelo saguão de mármore do arranha-céu Blackwood Tower, o coração pulsante do império Blackwood Enterprises. Ela não era uma novata; como jornalista freelance especializada em design e arquitetura, já havia coberto eventos para revistas de renome. Mas esse contrato era diferente. Era a chance de ouro: um projeto de redesign para o site corporativo da empresa, com um pagamento que faria sua conta bancária sorrir por meses.

Enquanto esperava no elevador privativo, Isabella repassou mentalmente sua apresentação. "Foco no minimalismo moderno, com toques de luxo que reflitam o poder da Blackwood", murmurou para si mesma. O elevador subiu como um foguete, e quando as portas se abriram no 50º andar, ela foi recebida por uma recepção que parecia saída de um filme de ficção científica: paredes de vidro fumê, sofás de couro italiano e uma vista panorâmica da cidade que pulsava lá embaixo.

— Srta. Cruz? — A voz suave de uma assistente loira a chamou. — O Sr. Blackwood a receberá agora. Por favor, siga-me.

Isabella assentiu, ignorando o frio na espinha. Alexander Blackwood. O nome sozinho evocava imagens de capas de revistas: o CEO mais jovem e bem-sucedido da Fortune 500, aos 32 anos, com um império construído em tecnologia e investimentos globais. Frio, calculista, implacável nos negócios. E, segundo os tabloides, irresistivelmente atraente, com olhos que podiam congelar ou incendiar uma sala inteira.

A assistente a levou até uma sala de reuniões ampla, dominada por uma mesa de mogno polido e telas gigantes exibindo gráficos em tempo real. E lá estava ele, de pé junto à janela, de costas para ela. Alto, ombros largos sob um terno Armani sob medida, cabelos castanhos escuros perfeitamente penteados. Quando se virou, Isabella sentiu um impacto sutil, como se o ar tivesse sido sugado do ambiente.

— Srta. Cruz. — Sua voz era grave, com um tom de autoridade que não admitia contestação. Seus olhos cinzentos a examinaram de cima a baixo, não de forma lasciva, mas analítica, como se estivesse avaliando um investimento. — Sente-se. Tenho exatamente 15 minutos.

Isabella se acomodou na cadeira oposta, abrindo seu laptop com mãos firmes. "Não se intimide", pensou. Ela havia lidado com egos maiores. Mas havia algo nele – uma presença magnética, uma aura de poder que fazia sua pele formigar.

— Obrigada por me receber, Sr. Blackwood. Meu portfólio mostra como posso transformar a presença online da sua empresa em algo mais dinâmico, acessível, mas ainda assim luxuoso. — Ela clicou na apresentação, projetando imagens de sites que havia redesignado: linhas limpas, animações sutis, integração perfeita com redes sociais.

Alexander se inclinou para frente, seus dedos longos tamborilando na mesa. Seus olhos não piscavam enquanto absorvia as telas. — Minimalismo é bom, mas eu quero dominação. A Blackwood não é apenas uma empresa; é um legado. Meu pai construiu isso do nada, e eu o tornei invencível. Seu design precisa transmitir isso: poder absoluto.

Isabella engoliu em seco. Legado? Ela sabia vagamente da história dos Blackwood – o pai, um imigrante italiano que subira da pobreza para o topo, morrera há anos em circunstâncias misteriosas. Rumores de ligações com o submundo, mas nada comprovado. Alexander era o herdeiro legítimo, o filho prodígio que transformara a empresa em um colosso bilionário.

— Entendo. Posso incorporar elementos da herança italiana, talvez toques sutis de arte renascentista nos ícones, para evocar força e eternidade. — Ela zoomou em um mockup que havia preparado na noite anterior, imaginando como ele reagiria.

Um sorriso sutil curvou os lábios dele, o primeiro sinal de aprovação. — Interessante. Você pesquisou sobre nós. Gosto de pessoas preparadas. — Ele se recostou, cruzando os braços, e por um momento, seus olhos se demoraram no decote discreto dela. Não era intencional, mas Isabella sentiu um calor subir pelo pescoço. Ele era bonito de um jeito perigoso: traços angulares, barba por fazer que acentuava a mandíbula forte, e um perfume amadeirado que invadia o espaço.

A reunião prosseguiu com eficiência brutal. Alexander questionava cada detalhe, forçando-a a defender suas ideias. Era exaustivo, mas estimulante – como um duelo intelectual. No final dos 15 minutos, ele se levantou abruptamente.

— Você tem potencial, Srta. Cruz. Meu time enviará o contrato. Comece amanhã. — Ele estendeu a mão, e quando Isabella a apertou, a pele dele era quente, o aperto firme o suficiente para enviar um arrepio pelo braço dela.

— Obrigada, Sr. Blackwood. Não vai se arrepender.

Enquanto saía da sala, Isabella exalou um suspiro de alívio. Missão cumprida. Mas algo a incomodava: a intensidade daqueles olhos cinzentos, como se ele visse mais do que ela queria mostrar. Pouco sabia ela que esse era apenas o começo.

A noite caiu sobre a cidade como um manto de neon e sombras. Isabella decidiu comemorar sozinha – um drinque em um bar chique no Soho, onde poderia relaxar e planejar os próximos passos. Vestiu um vestido preto justo que realçava suas curvas, soltou os cabelos e aplicou um batom vermelho ousado. "Você merece isso, Bella", disse ao espelho.

O bar, chamado Eclipse, era um antro de luxo subterrâneo: luzes baixas, música eletrônica pulsante e uma clientela que variava de executivos a celebridades discretas. Ela se sentou no balcão, pedindo um martini seco. Enquanto sorvia o drinque, observava as pessoas: casais flertando, grupos rindo alto. Era revigorante, um contraste com a rigidez da reunião daquela manhã.

Foi então que o viu. Do outro lado do bar, um homem que parecia saído de um sonho proibido. Alto como Alexander, mas com uma vibe completamente diferente: tatuagens espiando pelo colarinho aberto da camisa preta, cabelos castanhos bagunçados de propósito, e um sorriso predatório que fazia as mulheres ao redor corarem. Seus olhos verdes, intensos como esmeraldas, varreram o ambiente até pousarem nela. Ele ergueu o copo em um brinde silencioso, e Isabella sentiu um puxão magnético.

"Quem é esse?", pensou, desviando o olhar, mas não antes de notar os músculos delineados sob a camisa, as mãos grandes com anéis de prata. Ele se aproximou com a graça de um predador, sentando-se ao lado dela sem pedir permissão.

— Uma mulher como você não deveria beber sozinha em um lugar como esse. — Sua voz era rouca, com um sotaque italiano sutil, carregado de charme.

Isabella arqueou uma sobrancelha, fingindo indiferença. — E por quê? Acho que consigo me virar.

Ele riu, um som baixo e sedutor que enviou vibrações pelo corpo dela. — Porque atrai olhares errados. Mas eu sou o certo. Dante. — Ele estendeu a mão, e ao apertá-la, Isabella notou uma cicatriz fina na palma, como se de uma briga antiga.

— Isabella. E o que te faz  ser o "certo"?

Dante se inclinou mais perto, seu perfume de couro e especiarias invadindo os sentidos dela. — Porque eu sei o que quero e pego. Sem jogos. — Seus olhos desceram para os lábios dela, e por um segundo, o ar entre eles crepitou com tensão.

Eles conversaram por horas – ou o que pareciam horas. Dante era enigmático: falava de viagens pelo mundo, de noites selvagens em Milão e Las Vegas, mas evitava detalhes sobre seu trabalho. "Digamos que lido com... negociações delicadas", disse com um sorriso misterioso. Isabella ria de suas histórias, sentindo-se viva de um jeito que não sentia há meses. Ele a tocava casualmente: um roçar no braço, um dedo traçando o copo dela. Cada toque era elétrico, prometendo mais.

Quando a música ficou mais alta, Dante a puxou para a pista de dança. Seus corpos se moveram em sincronia, as mãos dele na cintura dela, possessivas. Isabella sentiu o calor do peito dele contra o seu, o ritmo acelerado do coração. "Isso é loucura", pensou, mas não parou. Em um momento de ousadia, ele a girou e a pressionou contra si, os lábios roçando sua orelha.

— Você é perigosa, Isabella. Me faz querer quebrar regras.

Antes que ela pudesse responder, um tumulto irrompeu no bar. Gritos, vidros quebrando. Um homem embriagado discutia com seguranças, e de repente, uma garrafa voou na direção deles. Dante reagiu como um raio: puxou Isabella para trás, protegendo-a com o corpo. Seus músculos se tensionaram, e ele murmurou algo em italiano para os seguranças, que o reconheceram imediatamente.

— Vamos sair daqui — disse ele, guiando-a para a saída traseira.

No beco escuro, o ar fresco a acordou do transe. Dante a encostou na parede de tijolos, os olhos flamejantes. — Você está bem?

— Sim... graças a você. — O coração dela batia descompassado, não só pelo susto.

Ele sorriu, inclinando-se. — Bom. Porque eu não termino o que começo sem um beijo de boa noite.

Seus lábios se encontraram em um beijo voraz, urgente. As mãos dele emaranhadas nos cabelos dela, o corpo pressionado contra o seu. Era fogo puro:exploradoras, gemidos abafados. Isabella se rendeu, sentindo o gosto de uísque e perigo. Quando se separaram, ofegantes, ele traçou o polegar nos lábios inchados dela.

— Isso não acaba aqui, bella. Me liga. — Ele entregou um cartão simples, com apenas um número.

Isabella piscou, atordoada, enquanto ele desaparecia nas sombras.

De volta ao apartamento, ela jogou o cartão na mesa, mas não conseguia parar de pensar nele. Dante. Quem era ele, realmente?

Na manhã seguinte, enquanto revisava o contrato da Blackwood, algo a fez congelar. O sobrenome no cartão: Blackwood. Dante Blackwood. Irmão de Alexander? Os rumores voltaram: o caçula rebelde, expulso da família por ligações com a máfia. O que ela havia feito?

Mal sabia Isabella que esse beijo era o pavio de uma bomba que explodiria sua vida em pedaços de paixão e perigo.

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