Pietro Cavallini— Dois meses depois —Dois meses.Dois meses que eu tô oficialmente namorando a mulher mais desbocada, desastrada e deliciosa que esse mundo já viu.Dois meses de xingamentos, tapas, mordidas, orgasmos e discussões sobre quem vai lavar a louça — e sempre sou eu. Porque ela tem uma habilidade sobrenatural de desaparecer misteriosamente assim que o jantar termina. E quando volta? Tá com o cabelo preso, uma taça de vinho na mão e um argumento pronto que me faz rir, transar com ela no balcão e lavar a louça feliz.Dois meses que meu apartamento virou cenário de guerra e o dela virou meu lar.Quer dizer, era pra ser o meu também, mas eu acabo mais no dela do que no meu. No meu, tenho paz. No dela, tenho caos. Gritaria, drama, riso, cheiro de shampoo de morango e pernas jogadas em cima de mim no sofá.E eu? Eu virei viciado nessa porra toda.Só que hoje, surpreendentemente, ela tá aqui.Acordei e, como não a vi na minha cama, saí pra procurá-la.E quase tive um infarto ao
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