Fernanda Vasques
Chovia.
Porque é claro que tinha que chover justo hoje, como se o universo também quisesse me empurrar ainda mais fundo nesse buraco em que eu caí.
O celular ainda tremia na minha mão, mas eu já tinha jogado ele em cima da cama como se queimasse.
Minhas lágrimas caíam sem controle. O peito apertava. A garganta ardia de tanto segurar o choro que finalmente explodiu depois da última ligação com Pietro.
Aquela voz suave da Lívia, debochada e irritante, ainda ecoava na minha cabeça