A casa estava silenciosa, envolta naquele tipo de calma que só existe quando o dia finalmente termina. Eu já estava deitada, encostada nos travesseiros, usando uma camiseta larga, sentindo o corpo pesado de cansaço — e, ao mesmo tempo, estranho, diferente. Como se eu estivesse aprendendo a habitar um novo ritmo. Thomas saiu do banheiro com o cabelo ainda úmido, vestindo apenas a calça de pijama. A luz baixa deixava tudo mais íntimo, mais lento. Ele se sentou ao meu lado na cama sem dizer nada, como se o momento pedisse silêncio. A mão dele veio até minha barriga quase instintivamente. O toque foi leve. Cuidadoso. Reverente. — Ainda não dá para sentir nada… — ele murmurou, mais para si mesmo do que para mim. Sorri. — Mas já está aí. Ele inclinou o corpo, beijando meu pescoço devagar, sem pressa, como se estivesse reaprendendo aquele gesto. Seus lábios deixaram beijos suaves, quentes, e eu senti o arrepio percorrer minha pele. O corpo dele reagiu antes da mente. Perc
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