A volta para casa após o evento foi tranquila, sem as cenas de rivalidades entre Uriel e Marcel, o sedan de luxo deslizando pelas ruas desertas da madrugada curitibana, onde o asfalto úmido refletia as luzes alaranjadas dos postes solitários, e uma névoa fina pairava no ar fresco, carregando o cheiro de orvalho e folhas molhadas dos parques próximos. Os prédios altos do centro, com janelas esporadicamente iluminadas como olhos vigilantes, criavam uma atmosfera de quietude opressiva, interrompida apenas pelo zumbido distante de um ou outro veículo noturno, evocando uma cidade adormecida, vulnerável aos segredos que a escuridão guarda. Eliot, imerso em uma turbulência interior profunda, marcada pela empatia visceral pelas vítimas e uma determinação feroz de desvendar o horror, contou para Marcel sobre o serial que o secretário de segurança havia mencionado, explicou os crimes e fez uma pergunta, sua voz ecoando com uma curiosidade ansiosa, como se cada palavra fosse um passo em direção
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