Isabella Vermont parou diante do espelho, escrutinando seu reflexo com uma intensidade que traía o turbilhão interno de ansiedade e determinação. Havia trocado de roupa três vezes, finalmente optando por um terno feminino de corte elegante, adquirido em um brechó, Impecável, apesar de usado, e que se ajustava ao seu corpo como uma segunda pele. A cor cinza-escuro realçava sua pele pálida, conferindo um ar de sofisticação sombria que ecoava as nuvens carregadas da manhã curitibana. Aplicou uma maquiagem sutil, ajeitou os fios superiores do cabelo e escolheu brincos discretos: duas pérolas delicadas e o crucifixo de prata o mesmo que fora dado por seus pais, que jamais removia do pescoço, nem mesmo para o banho, como um talismã contra sombras invisíveis.Passou as mãos pelo casaco, alisando a bainha com dedos trêmulos, enquanto seus olhos azuis acinzentados, profundos poços de inquietude, avaliavam cada detalhe, decidindo que estava pronta para a entrevista de babá, embora o nó no estôm
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