Eu deveria estar feliz. Era assim que funcionava, não era? O primeiro beijo vinha acompanhado de borboletas, suspiros e aquele sorriso bobo que não sai do rosto. Pelo menos era o que eu sempre imaginei. Mas o que eu sentia não era leve. Era pesado. Arthur não tinha me evitado. Ele continuava educado, atento à rotina da casa, perguntando sobre Sophia, resolvendo tudo como sempre. Nada estava fora do lugar. E, ainda assim, tudo estava diferente. Ele estava distante. Não fisicamente. Emocionalmente. Depois daquele beijo — intenso, arrebatado, cheio de uma tensão que parecia existir muito antes de mim — ele voltou a ser controlado. Contido. Como se tivesse fechado uma porta que eu nem soube que tinha sido aberta. E eu comecei a me perguntar se tinha feito algo errado. Talvez eu tenha sido inexperiente demais. Talvez eu tenha parecido nervosa. Talvez ele tenha percebido que eu não sabia exatamente o que estava fazendo. Foi meu primeiro beijo. Só de lembrar disso
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