O pátio externo da faculdade estava cheio, mas tranquilo. Mesas ocupadas, risadas soltas, gente passando com pressa nenhuma. O sol da manhã aquecia sem exagero, espalhando uma luz confortável sobre o concreto claro e as árvores que cercavam o espaço.Estela chegou depois da aula da manhã, a mochila firme no ombro, os cabelos presos de maneira prática. Clara e Júlia já estavam sentadas, dividindo um salgado e comentários aleatórios sobre professores — metade crítica, metade deboche.— Se aquele homem falar “como vimos na aula passada” mais uma vez, eu juro que vou embora — Clara dizia, dramática.— Você não vai — Júlia respondeu, rindo. — Você nunca vai.Estela sentou-se ao lado delas, apoiando o copo de café na mesa.— Sobre quem é o surto de hoje? — perguntou.— Metodologia do caos — Clara respondeu.Estela sorriu de leve. Era confortável ali. Previsível. Seguro.Rafael apareceu poucos minutos depois, vindo da rua, como se o campus fosse extensão natural da cidade que ele dominava. S
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