A casa de Jane era grande. Não de forma ostensiva, mas sólida, pensada para durar. Três andares bem definidos, janelas amplas, uma presença que não gritava riqueza, apenas estabilidade. Jane entrou primeiro, como se a casa fosse uma extensão natural dela. — Os quartos principais ficam no terceiro andar — explicou enquanto subiam. — Você pode escolher qual se sentir melhor. O segundo andar passou quase como um corredor de passagem: mais quartos, uma biblioteca silenciosa, o escritório de Augusto, uma sala de apoio. Tudo espaçado. Tudo grande demais para que sons se misturassem. No terceiro andar, o silêncio era absoluto. Rafael ajudou a levar a mala até um dos quartos vagos. O ambiente era claro, organizado, impessoal — como se estivesse apenas esperando alguém chegar. Da varanda, via-se o jardim inteiro. — Se precisar de qualquer coisa, chame alguém da casa — Rafael disse, já se afastando. — Não precisa se preocupar com nada, eles irão te ajudar com o que for necessário. Ela as
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