Demir arrumou meu véu como se estivesse tocando um artefato sagrado. E talvez, na cabeça dele, estivesse mesmo.Os dedos passaram rente ao meu rosto, leves demais, firmes demais, perigosos demais.Tive que convocar a força interior de dez monges tibetanos para não erguer a mão e afundar os dedos na barba dele.A barba.A maldita barba.O playground do demônio.— Demir… vamos ver o que está acontecendo com o Umut. Falei, tentando parecer racional, madura, centrada.Falhei.Ele inclinou a cabeça, me olhando como se estivesse moldando minha alma com o olhar.— Deixa eu te olhar só mais um momento.Como se isso fosse justo.Dei um passo para trás, fingindo que a perna não estava tremendo, porque, claro, ele não precisava saber disso.— E se ele realmente estiver em perigo?— E você acha que um caranguejo pode matar o Umut? Ele cruzou os braços, entediado. — Acho mais fácil eu fazer isso.Tentei rir.Saiu um negócio estranho, tipo “hehehe rrhh”.Linda, elegante, um ícone.Demir já estava i
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