Acordei sentindo mãos no meu quadril. Firmes. Quentes. Seguras demais para serem invenção, reais demais para eu questionar. Abri os olhos e Demir estava ali, tão perto que o espaço entre nós parecia um erro.— Bell… — ele disse, como quem confessa. — Eu não aguento mais essa distância.Meu peito apertou. Não havia pensamentos organizados, só uma corrente quente se espalhando sob a pele, deixando claro que o meu corpo já tinha tomado partido.— Então não fica longe — respondi, a voz baixa, entregue demais para recuar.Foi o suficiente.Ele se aproximou como se aquela escolha já tivesse sido feita há muito tempo. O beijo começou contido, quase cuidadoso… e então perdeu a delicadeza.Era quente, intenso, carregado de algo que não pedia permissão.Senti suas mãos me segurarem como se eu fosse exatamente onde ele precisava estar. Cada toque arrancava um suspiro que eu não tentava esconder. Cada aproximação fazia meu corpo responder antes da cabeça, antes da razão, antes de qualquer limite
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