Demir dirigia como se estivesse fugindo de um assalto… ou indo direto para o altar do próprio destino.O volante firme nas mãos, o maxilar travado, o olhar fixo na estrada.Zero palavras.Nada de emoção aparente.Só aquele silêncio que dava vontade de abrir a porta do veículo e sair rolando morro abaixo.Enquanto isso, eu?Eu estava no banco do passageiro, lutando contra meus próprios nervos como quem tenta segurar uma mala lotada com zíper estourado com o pé.Dois dias.Só dois dias para me acostumar com o toque daquele homem que, só de respirar perto de mim, já bagunçava meu sistema imunológico, meu emocional e… francamente… minha fé em Deus.Minha mãe, por outro lado, parecia em outro planeta.No jantar, ela olhava para o meu pai como quem olha para um livro que jurou não reler — mas que, no fundo, lembra cada parágrafo.Ela saiu em alerta total.No salão, enquanto meu pai falava, ela manteve a postura ereta, o rosto calmo, a expressão de quem parecia indiferente. Mas eu conhecia a
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