Demir deixou Samira no meu antigo apartamento, e no resto do caminho fomos só nós dois.
Sozinhos.
Perfeito para um ataque cardíaco em câmera lenta.
Ele dirigia como um piloto de Fórmula 1 — sério, eu nunca havia visto alguém fazer curvas daquele jeito sem derrubar o passageiro no banco.
O olhar fixo na estrada, a mandíbula marcada, silêncio absoluto.
E eu?
Eu estava tendo um colapso interno elegante.
Meu plano… péssimo, mas plano: era completar o beijo que ficou pendurado no ar desde outro dia.