Após chorarmos todas as lágrimas permitidas pela tradição (e algumas extras só para garantir que as tias tivessem assunto por meses), fomos conduzidos ao salão principal, onde o casamento civil aconteceria.O ambiente era sóbrio, elegante e… intimidante. A mesa do hakim — o juiz civil autorizado pelo governo — estava disposta no centro. Nas laterais, cadeiras alinhadas para as mulheres mais velhas da família: tias, avós, madrinhas, vizinhas que viraram parentes honorárias, todas com postura de quem sabia exatamente quando julgar, quando suspirar e quando arregalar os olhos dramaticamente.Eu e Demir ficamos de um lado da mesa. Umut e Silvia se posicionaram atrás de nós como testemunhas — ambos muito compenetrados, como se estivessem prestes a assinar um tratado de paz entre países em guerra.Do outro lado, Yaman e Samira, acompanhados de um casal amigo, testemunhas oficiais do par que inventou seu próprio gênero de romance turbulento.O hakim, muito sério, ajeitou os óculos, abriu
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