A moça parou diante deles, os braços cruzados sobre o peito, os olhos faiscando sob a luz das bandeirinhas. Ela era bonita, de uma beleza rústica e agressiva, com longos cabelos pretos e ondulados, usando um vestido bem ajustado ao corpo.Miguel paralisou por um segundo, o corpo ainda colado ao de Luana na posição da dança. Ele respirou fundo, recuperando o prumo, mas não soltou a cintura dela. Pelo contrário, apertou o abraço, servindo de sustentação e proteção.— Fabiana. Boa noite — ele cumprimentou com uma educação polida e distante, sem sorriso.— Realmente… Quanto tempo. Não imaginei te encontrar novamente, muito menos aqui e… acompanhado. Fabiana desviou o olhar de Miguel para Luana, analisando-a de cima a baixo com um desdém mal disfarçado. O olhar dela parou, por um milissegundo, na cadeira de rodas vazia na borda da pista, e um sorriso de canto, cruel e vitorioso, surgiu em seus lábios.— Vejo que você continua com o seu bom coração, Miguel. Sempre ajudando os necessitados
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