Na manhã seguinte, Miguel foi o primeiro a abrir os olhos, sentindo o peso doce do corpo de Luana aninhado ao seu. Por um breve segundo, ele se permitiu esquecer o mundo lá fora, as dívidas, a lida e o mistério que a envolvia, então se inclinou, depositando um beijo suave no ombro dela, subindo até encontrar o canto de seus lábios.— Bom dia, minha linda.— Bom dia… Já vai sair? — ela murmurou, a voz rouca de sono, os olhos semicerrados buscando o rosto dele.— Já sim, sereia... o gado não espera — ele sussurrou, acariciando os cabelos dela. — Mas pode dormir um pouco mais, está muito cedo.Miguel levantou-se com cuidado para não despertá-la totalmente. Tomou um banho rápido na água fria para espantar o torpor da noite de amor e vestiu sua roupa de trabalho. No entanto, ao abrir a porta do quarto, o estalo da madeira pareceu anunciar o confronto. Dona Rosa estava parada no corredor, os braços cruzados sobre o peito e uma expressão que misturava decepção e autoridade.— Eu estava confi
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