Isabela não avisou que estava indo.Não mandou mensagem. Não ligou.Ela precisava ver sem preparar o terreno, sem dar tempo para reação, sem permitir que qualquer coisa fosse ajustada antes da chegada.Se Marina não tivesse nada a esconder, não haveria problema.Se tivesse, Isabela iria perceber.O prédio onde Marina trabalhava ainda estava iluminado, mesmo já sendo tarde. Algumas salas acesas, movimento reduzido, o tipo de ambiente onde tudo parece normal demais.Isabela estacionou e ficou alguns segundos dentro do carro, observando.Sentindo.Nada parecia errado.Mas isso já não significava nada.Ela saiu e entrou no prédio. O segurança na recepção a reconheceu imediatamente.— Boa noite, senhora Isabela.Ela assentiu.— Marina ainda está?— Está sim, no andar dela.Simples. Natural.Sem hesitação.Isabela agradeceu e seguiu.O elevador subiu em silêncio. Cada andar parecia mais lento, não por demora real, mas porque a mente dela já estava trabalhando.Relembrando conversas.Reações
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