Três meses depois.A cidade continuava a mesma, mas Isabela não.A rotina voltou aos poucos, sem pressa, sem imposição. Não houve um momento exato em que tudo se reorganizou. Foi acontecendo em silêncio, dia após dia, como se a vida estivesse reaprendendo a ocupar o espaço que antes era tomado por tensão.O nome dele ainda aparecia às vezes, em notícias, investigações e comentários que circulavam como ecos de algo que já não tinha mais força. Mas não carregava mais peso.Era passado.E, pela primeira vez, não doía.Isabela estava no escritório, agora diferente do que era antes. Mais aberto, mais leve, mais dela.Nada ali lembrava o que havia sido perdido. Tudo ali representava o que ela tinha escolhido reconstruir.— Você tem certeza que quer recusar isso? — perguntou Marina, apoiada na mesa.Isabela levantou o olhar.— Tenho.— É um contrato grande.— Eu sei.A resposta veio tranquila.— Mas não é o que eu quero.Marina cruzou os braços, analisando.— Você mudou.Isabela soltou um le
Ler mais