Isabela não foi para casa.Também não voltou para o escritório.Ela precisava de espaço, mas não para descansar. Precisava de um lugar onde pudesse pensar sem interrupções e, principalmente, sem influência.Parou em um apartamento que mantinha fechado há meses. Um lugar neutro, sem memória recente, sem rotina associada.Ali, tudo ainda estava como antes.Intocado.E isso ajudava.Ela entrou, trancou a porta e deixou o silêncio preencher o ambiente.Sem televisão, sem música, sem distrações.Apenas o som da própria respiração.Isabela caminhou até a janela e observou a cidade lá embaixo. Tudo seguia normal, como se nada estivesse acontecendo, como se o mundo dela não tivesse acabado de mudar completamente de direção.Evento.A palavra voltou com força.Amanhã.Pouco tempo.Pouca margem para erro.Ela fechou os olhos por um segundo e então começou.Primeiro, informação.Isabela pegou o celular e abriu contatos antigos, acessos que não usava há meses. Pessoas que não faziam parte do coti
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