Ainda estou ajoelhada no chão frio, e o universo se resume ao gosto dele na minha boca, ao peso quente e vivo da minha língua, ao tremor que percorre os músculos das coxas dele sob minhas mãos. O sabor dele inunda minha boca, salgado, vivo, uma afirmação íntima do poder que tenho sobre este homem. Meus joelhos doem no piso frio, mas a dor é um fundo distante, abafado pelo rugido do sangue nas minhas veias e pela reação gloriosa do corpo de Dante.A visão é de tirar o fôlego. Dante, o homem de mármore, desfeito. A cabeça jogada para trás, os olhos fechados, a boca entreaberta soltando um suspiro rouco que vibra no ar úmido. Cada músculo do abdômen está tenso, esculpido em alívio agonizante.Cada gemido rouco que escapa dos lábios dele é um triunfo. Cada tremor que percorre seus músculos da coxa, sob minhas mãos, é uma vitória. Eu o sugo com uma fome que vem dos meus ossos, profunda, negra, acumulada. Vejo as mãos dele, os nós dos dedos brancos onde se agarram aos meus cabelos, como se
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