A casa ficou em silêncio depois que a porta se fechou atrás do Leonardo. Mas não era o silêncio de sempre. Fiquei parado por alguns segundos, ainda com a pulseira na mão, olhando pra ela como se fosse sair alguma resposta dali, mesmo sabendo que não ia. Minha cabeça continuava rodando, tentando organizar o que eu tinha acabado de ouvir, mas nada encaixava direito. Leonardo. Amanda. Anna. E, no meio disso, alguém usando o nome de uma pessoa que, teoricamente, nem estava lá. Soltei o ar devagar, passando a mão pelo rosto, sentindo o cansaço mais na mente do que no corpo. Aquilo não era físico. Era outra coisa. Mais irritante. Guardei a pulseira no bolso sem pensar muito e segui pelo corredor, os passos automáticos, como se eu só estivesse me movendo por hábito. O quarto estava escuro quando entrei, mas não fiquei ali. Não queria aquele silêncio também. Fui direto pro banheiro. Abri o chuveiro no frio e entrei sem hesitar. A água gelada bateu no corpo de uma vez, arra
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