O quarto parecia menor. Ou talvez fosse a sensação. Eu andava de um lado pro outro, descalça, os braços cruzados, a cabeça fervendo, a testa levemente franzida, a respiração curta. Cada passo batia no chão com força, como se aquilo fosse aliviar alguma coisa. Não aliviava. — Que droga… — murmurei, passando a mão pelo cabelo ainda meio úmido, puxando levemente os fios com irritação. Parei no meio do quarto de repente, o olhar travando. Meu celular. Olhei ao redor, os olhos se movendo rápido demais. A mesa de cabeceira. Nada. A cômoda. Nada. — Não… não, não… — balancei a cabeça de leve, já sentindo o incômodo crescer no peito. Fui até a cama, puxei o lençol com pressa, olhei embaixo do travesseiro, joguei as almofadas no chão sem cuidado. Nada. Fui até o banheiro, abri a pia, olhei em cima, dentro, no box, como se ele fosse simplesmente aparecer ali. Nada. O coração começou a bater mais rápido, o maxilar travando. — Eu deixei onde…? Voltei pro quarto, mais rápido, abr
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