As batidas na porta cortaram tudo. Foi como se alguém tivesse jogado água fria em mim. O som veio seco, direto, e a primeira coisa que senti não foi medo — foi lucidez. Uma lucidez brusca, quase cruel. Meu corpo ainda estava quente, reagindo, pedindo mais, mas a mente voltou rápido demais, lembrando exatamente onde eu estava… e o que estava prestes a fazer. Aquilo não podia continuar. Não daquele jeito. Não ali. Não com ele. O pior era admitir o quanto eu queria ficar. O quanto cada parte de mim implorava para ignorar a razão, para fingir que o mundo lá fora não existia. Nunca tinha sentido aquilo antes. Nunca. O calor entre as pernas, intenso, vivo, impossível de disfarçar. Meu corpo inteiro reagia a ele de um jeito novo, assustador e viciante. Era demais. Bom demais. E exatamente por isso, perigoso demais. Se eu ficasse mais um segundo, eu não sairia. Eu sabia. Então me movi rápido. Arrumei o vestido com mãos que tremiam, tentando parecer no controle qu
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