O fio de luz continuava ali.Não brilhava como uma arma nem como um escudo. Não impunha presença. Existia. E isso, por si só, parecia contrariar leis que jamais aprendêramos a nomear.Eu senti primeiro no peito — uma pressão suave, como quando se segura o choro por tempo demais. Depois veio o calor, não físico, mas íntimo. Memória. Vínculo. Tudo aquilo que havíamos vivido juntos se condensava naquele ponto invisível entre nossas mãos.— Isso… — Josette falou.A estrela negra respondeu com um pulso mais longo. Luna manteve-se imóvel, os olhos fixos no fenômeno, mas sua mão apertou a de Alexander com força suficiente para denunciar o medo que ela não deixava transparecer.— Não recuem — ela disse, baixa, mas firme. — Se quebrarmos agora, isso vira apenas mais um evento analisável para eles.Alexander engoliu em seco.— Estou aqui — respondeu. — Até o fim.Anissa deu um passo à frente. Seus olhos não refletiam mais apenas o presente; havia neles um reflexo de possibilidades.— A Consci
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