O chamado veio na madrugada. Um cansaço que não pertencia ao corpo, mas à alma — aquele peso antigo, sorrateiro, que faz a gente pensar que sentar um pouco não vai doer, que fechar os olhos por um segundo não vai custar nada.Eu estava sentada na beira da cama quando senti e Luna dormia encolhida do meu lado, os dedos ainda agarrados à manga da minha blusa como se, mesmo dormindo, tivesse medo de me perder. O quarto estava escuro, iluminado apenas pela lâmpada fraca do corredor.Alexander não dormiu. Eu sabia porque sentia a atenção dele, mesmo sem vê-lo. — Você sentiu, né? — ele murmurou.Assenti lentamente.— Ele tá chamando de novo.Alexander fechou os olhos por um instante.— Então é agora?— É — respondi. — Mas não do jeito que ele quer.Levantei devagar, tomando cuidado para não acordar Luna. Alexander se aproximou imediatamente.— Laurie, se isso sair do controle—— Não vai — interrompi, com mais firmeza do que eu realmente sentia. — Eu não vou atravessar, só observar as frest
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