Alexander se afastou alguns passos do grupo quando finalmente encontrou silêncio suficiente para ouvir os próprios pensamentos. O céu estava calmo demais, quase indiferente ao peso que esmagava seu peito. Ele cruzou os braços, não para se proteger do frio, mas para conter a sensação de que algo dentro dele estava prestes a se partir.Luna.O nome ecoava em sua mente como um chamado constante. Sua filha estava ali, forte, decidida, brilhando com uma coragem que o enchia de orgulho — e de um medo quase insuportável. Ela se colocava diante de forças que ele mal conseguia compreender, oferecendo aquilo que tinha de mais humano como desafio. Amor. Escolha. — Você não deveria ter que carregar isso — murmurou. Mas Luna sempre fora assim. Desde pequena, encarava o mundo de frente, mesmo quando tremia. Ele se lembrava dela ainda criança, insistindo em segurar sua mão ao atravessar ruas movimentadas, como se fosse ela quem o protegesse. Agora, atravessava realidades inteiras.Alexander respir
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