POV SegurançaEu estava fazendo a ronda externa quando senti que algo estava errado, não foi o rádio e nem o alarme. Foi o instinto — aquele aperto seco no peito que a gente aprende a respeitar depois de anos protegendo pessoas que não podem errar. Vinha do andar de baixo. Uma discussão, vozes abafadas, femininas e uma delas eu conhecia bem demais.— Laura… — murmurei, já levando a mão ao comunicador.— Código vermelho no interior da casa, quarto da Helena. — falei baixo, rápido — Solicito reforço imediato.Não esperei resposta, fui entrando devagar, um passo de cada vez e quanto mais me aproximava, mais claras as vozes ficavam. Laura falava alto, descontrolada, rindo de forma errada. Helena tentava manter a calma, mas havia medo ali — real, cru, urgente.Então ouvi o disparo, o som seco do tiro cortou a casa como uma lâmina.— Droga! — rosnei, sacando a arma enquanto arrombava a porta.A cena me atingiu como um soco. Helena estava caída parcialmente ao lado da cama, a mão pressionand
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