ã estava fria, o ar na boate carregado com o cheiro de uísque e charuto, resquícios da noite anterior. Eu estava no escritório do segundo andar, onde as paredes escuras e o couro dos móveis absorviam a luz fraca que vinha da única janela, com vista para a cidade, não para o lar que eu protegia tão ferozmente. Minha casa, a mansão, era um santuário, um lugar onde ninguém além de Luca, Emma e meus homens mais confiáveis podia entrar. Meus olhos estavam fixos na tela do celular, onde as câmeras de segurança mostravam o jardim da mansão: Luca corria atrás de uma bola, rindo, enquanto Emma o observava, sentada na grama, um livro aberto no colo. A cena era tão simples, tão pura, que por um momento me permiti imaginar uma vida diferente — uma onde eu não era a Fera, onde Luca não precisava crescer como futuro chefe do cartel, onde Emma não era minha prisioneira. Mas a realidade era um peso que eu não podia ignorar.Minha mente, no entanto, não estava nos relatórios espalhados sobre a mesa, n
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