26. A decisão de Felliph
A mansão nunca parecera tão grande.Os corredores pareciam mais longos, mais frios, mais vazios do que nunca. Cada passo de Felliph ecoava como um lembrete cruel do que havia sido retirado dali — não móveis, não objetos, mas algo essencial, algo vivo. Ele caminhava em direção ao próprio quarto com o pensamento pesado, resistente, como se a mente tentasse fugir da conclusão que o coração já alcançara.Felliph sentia medo.Não o medo objetivo, calculado, que sempre soubera administrar nos negócios e nas decisões difíceis. Era outro tipo. Um medo profundo, silencioso, assustador. Dianna mexera com estruturas que ele acreditava imutáveis. E, ainda que jamais admitisse em voz alta — nem para o mundo, nem para si mesmo —, ele sabia: estava gostando dela. Gostando de sua presença, de sua firmeza gentil, de sua capacidade de permanecer onde ele sempre fugira.E agora havia o confronto inevitável. Dianna estava sofrendo. Sofrendo por causa dele. Sofrendo pela demissão cruel, pelas palavras que
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