HELOÍSA A imagem dela vinha e voltava à minha mente como um filme antigo, cheio de ruídos. Sempre cansada. Sempre machucada por dentro. Tão dependente emocionalmente de Jerônimo que jamais encontrou forças para se afastar. E isso…era o que mais me doía, não dava para simplesmente esquecer, se volta e meia as lembranças voltavam venenosas para me atormentar. Não era só o que meu pai fazia, era o que ela aceitava, sempre em silêncio suportando todo tipo de humilhação somente para tê-lo ao seu lado. E sem deixar para trás a ausência de proteção quando eu mais precisei.Luiz Fernando estendeu a mão e segurou a minha. - Eu estou aquiO restante do caminho foi feito em silêncio. Um silêncio denso, carregado de tensão. Eu observava as ruas passando pela janela, mas não via nada de verdade. Estava presa dentro de mim mesma, revivendo cenas que eu jamais quis revisitar.Quando chegamos ao hospital, minhas pernas pareceram perder a força. Respirei fundo antes de descer do carro, sentindo Luiz
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