LUIZ FERNANDO
Eu soltei Bernardo com repulsa.
A sensação da minha mão tocando nele era como encostar em algo podre. Meu estômago embrulhou. Dei dois passos para trás, respirando com dificuldade, o peito subindo e descendo como se eu tivesse corrido quilômetros.
— Espero que você seja muito feliz com essa cadela! — eu cuspi, a voz carregada de veneno.
Bernardo riu cinicamente
Passou o dorso da mão na boca, limpando o sangue que escorria pelo queixo, e ainda teve a audácia de sorrir para mim como