O beijo não terminou. Ele apenas mudou de lugar. Natan a conduziu até a cama sem dizer uma palavra, como se o corpo tivesse assumido a dianteira antes que qualquer raciocínio tentasse interferir. Não houve delicadeza ensaiada, nem pressa descuidada, apenas urgência. A inevitável sensação de que parar agora seria mentir. O colchão cedeu sob eles. Ana sentiu o impacto suave nas costas, o peso dele acompanhando o movimento, sustentando sem esmagar. O beijo continuava, mais profundo, mais cheio, como se cada contato fosse uma resposta às semanas de silêncio impostas à força. As mãos dele se moveram com decisão, afastando, abrindo espaço, encontrando pele. O toque não pedia licença. Reconhecia. Sabia exatamente onde ir, como se o corpo dela fosse um mapa que ele se recusara a admitir que conhecia tão bem. Ana arfou. O som escapou antes que pudesse ser contido, surpreendendo a si mesma. A reação foi imediata, o corpo respondeu inteiro, as costas arqueando, os dedos fechando no
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