O som não vinha do quarto.
Era distante. Intermitente. Insistente demais para ser ignorado.
Natan abriu os olhos ainda pesado, o corpo rígido pela posição desconfortável em que passara a noite. Por alguns segundos, ficou imóvel, encarando o teto, tentando entender se o barulho fazia parte do sonho fragmentado que ainda se dissolvia. Uma mistura confusa de imagens, música alta, luzes piscando, o impacto seco do punho. Mas não. Aquilo era real demais para ser sonho.
Era um celular.
Tocando.