Valentina /Mirtes A Mansão Castro era um instrumento afinado por Abel e o único som era o silêncio absoluto. No meu ouvido, o ponto eletrônico chiou levemente antes da voz dele surgir, fria e precisa, vinda da central de monitoramento. — Mirtes, alvo um e dois cruzaram o perímetro do jardim de inverno. Estão armados com silenciadores. Alvos três, quatro e cinco subindo pela escada de serviço. Isadora já está na posição. — Copiado, Abel. Deixe as luzes do corredor em 10% de intensidade. Quero abordá-los nas sombras, holofotes atrapalham — respondi, ajustando as luvas de polímero negro que cobriam minhas mãos. Eu não usava mais o uniforme de babá. Sob um casaco tático escuro, eu vestia o equipamento que Abel mantinha oculto para emergências: uma faca de combate de cerâmica, indetectável por metais, e uma pistola 9mm com supressor de ruído de última geração. No escritório, Heitor estava em uma videoconferência com os barões do narcotráfico, consolidando seu trono de sangue. Ele não fa
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