A luz pálida da manhã filtrava-se pelas persianas do apartamento de Sam, mas o ambiente ainda carregava o peso da noite anterior. Adreas acordou com uma sensação de peso sobre suas costelas, apenas para perceber que o braço de Sam — largo, quente e possessivo — agia como uma algema de carne e osso. A mordida no ombro latejava, uma pulsação rítmica que servia como lembrete constante de que ele havia sido reivindicado por algo que não era inteiramente humano. Antes mesmo de Adreas conseguir se sentar, Sam se moveu, seus olhos âmbar abrindo-se instantaneamente, já carregados de uma lucidez predatória. — Onde você pensa que vai? — a voz de Sam saiu como um rosnado baixo, a aspereza do sono misturada à autoridade natural de sua espécie. — Para casa, Sam. Eu tenho uma vida, um trabalho, prazos para entregar — Adreas respondeu, tentando parecer mais seguro do que realmente se sentia. Ele tentou afastar o braço de Sam, mas foi como tentar mover uma barra de ferro. Sam sentou-se na cama, a
Leer más