A briga explodiu logo após o jantar.Julian passou o dia inteiro com os nervos à flor da pele. Depois de horas debaixo da mesa de Vito, com o maxilar dolorido, o orgulho ferido e o corpo latejando de desejo não satisfeito, algo dentro dele finalmente quebrou.Ele esperou até que os empregados terminassem de retirar os pratos da mesa de jantar. Assim que ficaram sozinhos na sala de estar da mansão, Julian se levantou, o corpo rígido de tensão.— Eu não sou seu prisioneiro sexual, Vito.A frase saiu cortante. Vito, que estava servindo duas doses de uísque, parou com a garrafa no ar. Seus olhos escuros se ergueram lentamente até encontrar os de Julian.— Repete.— Você me ouviu. — Julian deu um passo à frente, a voz tremendo de raiva e frustração acumulada. — Você me sequestrou, me trancou nessa casa, me fez chupar seu pau enquanto trabalhava como se eu fosse um objeto. Eu tenho uma vida, porra! Tenho um emprego, tenho uma irmã, tenho dignidade!Vito colocou a garrafa sobre a mesa com um
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